Segundo o Ministério do Trabalho a iluminação mínima no ambiente de trabalho deve ser de 500 luxes

Empresas estão se aliando cada vez mais aos projetos de iluminação para manter a qualidade do trabalho e a saúde dos funcionários. O uso da luz natural nesses ambientes tem apresentado efeitos positivos para esses trabalhadores.

No entanto, a preocupação não é só com a iluminação natural, mas também com o adequado uso da iluminação artificial. Por isso, toda edificação precisa de estudo e de um projeto para a estruturação da iluminação de acordo com as necessidades específicas da atividade a ser realizada no local. “É através do Light Design (Projeto de Iluminação) que o arquiteto trabalha a relação entre luz e arquitetura. Nos espaços de trabalho, esse Projeto tem como princípio fundamental a garantia do Conforto do usuário na realização de suas tarefas”, afirma a arquiteta Vanessa Spina. “É preciso destacar, ainda, que um bom projeto parte da criação de um espaço que permite a utilização da iluminação natural e artificial de forma complementar, permitindo que a segunda alcance qualidade semelhante à primeira”.

A Norma de Iluminação (NBR/ISO 8995-1) estipula padrões para cada ambiente a partir de cálculos de interferência da luz e elementos específicos. No entanto, além do dimensionamento, a definição do sistema de iluminação é um fator essencial no Projeto. “Para os denominados espaços laborativos, é usual trabalharmos com o sistema de iluminação geral, porém, utilizamos de alguns artifícios como luzes de destaque para evitar a monotonia da luz no ambiente” explica a arquiteta.

O projeto de iluminação executado por profissionais qualificados ainda favorece a empresa com o melhor aproveitamento dos recursos, gerando economia de energia através da utilização de novas tecnologias e sistemas adequados para maior contribuição da luz natural. Além da economia para as empresas, esse tipo de artifício ao trabalhar um sistema de iluminação pode e deve ser levado para ambientes residenciais.

Nesses projetos, o uso da luz é, por vezes, baseado em conceitos mais sensitivos do que técnicos. “Costuma-se dizer que se nos ambientes laborativos damos ênfase à luz da razão, mas em ambientes residenciais é a luz da emoção que se prioriza. Nesses espaços podemos ousar, trabalhando com um sistema de iluminação mais indireto ou localizado, criando ambiências, com luzes de efeito e decorativas. A distribuição de luz pelo ambiente se dá de forma irregular, produzindo variados níveis de luminância”, destaca a arquiteta Vanessa.

Atualmente, a Norma de Iluminação não oferece parâmetros para os ambientes residenciais. Nesses ambientes, é necessário que se crie um conceito prévio para a definição do projeto, considerando as diferentes ambiências que se deseja criar. O projeto de iluminação, quando feito de forma correta, pode modificar completamente um ambiente, dando personalidade a cada espaço da casa. No entanto, assim como nos projetos empresariais, é importante considerar a atividade que será exercida no local, além da influência da luz natural no ambiente.

“Além do sistema em si, a escolha das lâmpadas é fundamental. Para um projeto residencial, por exemplo, o ideal é trabalhar com lâmpadas de cores quentes, com boa aparência de cor e boa reprodução de cor. No entanto, as lâmpadas de cores mais frias também têm seu lugar em uma residência, como nas áreas de escritório ou bancadas de trabalho, onde pode ser inserida uma iluminação local ou de tarefa”, conclui.