Artifício comum em residências, a integração dos ambientes internos e externos é uma das principais estratégias utilizadas para ampliar o espaço de convivência. A tática caiu no gosto dos profissionais de arquitetura, por valorizar ambientes e dar um novo estilo para os imóveis.

 

Quintais, varandas, jardins, sacadas, áreas de lazer: seja qual for a nomenclatura, as áreas externas devem estar sempre presentes para complementar as internas. Não importa se é em casa, no apartamento, no trabalho ou nos ambientes de lazer, a existência de um espaço descoberto é sempre um respiro para aqueles que se acostumaram a viver entre quatro paredes. Um espaço tão aconchegante não poderia ser desperdiçado ou mal aproveitado. Que tal integrá-lo ao espaço interno para agregar valor aos ambientes?

Quando o ambiente é reduzido, a integração com uma área externa, por menor que ela também seja, pode trazer uma impressão de amplitude e aumentar consideravelmente a sensação de aconchego do ambiente. “Muitas vezes, em uma reforma, a tendência do morador é eliminar a área externa e ampliar a interna, em busca de ambientes maiores. No entanto, é importante considerar que a integração dos dois ambientes pode ser mais interessante não somente do ponto de vista visual, mas também de conforto. A integração com um espaço externo dotado de vegetação e espelhos d’água, por exemplo, pode ser uma boa alternativa para controlar as altas temperaturas e a baixa umidade do ar, além de proporcionar uma ambiência mais interessante.”, explica a arquiteta Vanessa Spina.

Em apartamentos, as sacadas se comportam como áreas externas que podem complementar os espaços de convivência. Nesse caso, o verde pode ser incorporado através de vasos e o mobiliário deve ser pensado de acordo com as atividades que o espaço pretende abrigar. De qualquer maneira, as sacadas e varandas, quando bem trabalhadas, agregam valor aos ambientes do apartamento e ampliam o espaço, muitas vezes reduzido.

Além da sensação de ampliação do ambiente, essa incorporação dos espaços externos aos internos proporciona, ainda, uma sobreposição de atividades que pode ser essencial para a otimização dos espaços. Uma cozinha bem integrada com a área de lazer, por exemplo, pode dispensar a necessidade de criação de uma área gourmet. No caso de áreas de lazer com dimensões reduzidas, a integração com as salas ou demais espaços de convivência da casa possibilitam um espaço de lazer mais completo, sem a necessidade de criação de novos ambientes.

Nos locais de trabalho, a agregação de espaços abertos pode eliminar a sensação de enclausuramento e proporcionar uma ambiência mais aconchegante, além de contribuir para a iluminação e ventilação naturais, elementos essenciais para ambientes laborativos. O mesmo vale para espaços comerciais e de serviço, que podem contar ainda com o charme que uma área externa bem trabalhada pode trazer ao ambiente, valorizando o espaço.

No entanto, é importante lembrar que a integração entre dois ambientes vai muito além de simplesmente conectá-los com uma porta. São os detalhes que proporcionam a sensação de integração e devem ser bem calculados para que se atinja o efeito desejado. “A utilização de um mesmo piso nas áreas internas e externas, sem interrupções, é um excelente artifício para trazer integração aos ambientes. Além disso, a utilização de fechamentos que podem ser completamente removidos entre um ambiente e outro, como portas que se embutem nas paredes, por exemplo, ajudam na criação de ambientes cada vez mais integrados, sem prejudicar a utilização de ambos de forma independente. Um mobiliário interno que se estende para a área externa também pode ser muito interessante nesse sentido, trazendo unidade aos espaços.” conclui a arquiteta.

Por fim, vale lembrar que a conexão com elementos naturais é sempre bem vinda para a criação de ambientes confortáveis. A valorização dos espaços externos cria essa possibilidade, trazendo para os imóveis uma ambiência naturalmente mais saudável e um visual esteticamente interessante.